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E aí pessoal, “Jóinha”? Resumão!

Discussões repercutíveis da semana, em São Paulo – e provavelmente, em outras capitais e cidades brasileiras – em rodadas nas mais diversas modalidades e bandas:

– Rádios Homologados;

– Estações sendo visitadas pela ANATEL, apreensão de equipamento irregular;

– Lembrete pros incautos: A altura minima para instalação de antenas, não pode ser inferior a 12 metros, e a distância entre outra antena ou construção, não pode ser inferior a 12 metros ( ou seja, raio de ação proveniente do lóbulo da antena);

– Isenção das provas de CW para promoção de Radioamador Classe B (NOTA DO BLOG: Essa é óóótima… esses bandos de preguiçosos acomodados, criados a “Leite com Pera” estão achando que Serviço de Radioamador é igual a Plano de Telefonia Celular… teve até um que sugeriu que as provas fossem ministradas on-line – esse não deve ter as pernas, e nem cérebro também).

E falando em CW, gostaria de enfatizar uma publicação de um Radioamador, o Sr. Crezivando Junior, demonstrando por minúcias, seu posicionamento e visão sobre  questão abordada. Essa é apenas uma compilação daquilo que será discutido, ao longo dos dias… Espero que outros amigos o façam, demonstrando cada ponto de vista sobre o caso – e estaremos aqui, a fim de mostrar todas as opiniões, de forma arbitrária. Segue o texto abaixo:

Sobre o Radioamador e as Provas de Telegrafia
Autor: Crezivando Junior PP7CJ

Ultimamente, muitos têm bradado pela “queda” da exigência legal atinente às provas
de telegrafia nos respectivos Exames de Classe. Os argumentos que “sepultariam para sempre”
tais provas (defendidos ferrenhamente!) são de toda ordem.

Dentre muitos, destacamos:

  • Convocações-gerais pelo fim da exigência da prova de telegrafia nos exames para Classe “B” (com base na “união-faz-a-força”);
  • Afirmações que “importantes mudanças ocorrerão” com o fim da prova de telegrafia (supostamente decorrentes da extinção da exigência);
  • Campanhas promovendo “a mudança necessária” que “fará a diferença” (sem justificar o porquê);
  • “O máximo de tecnologia” (que são os recursos de transmissão e recepção de voz e dados implementados nos modernos transceptores) que “dispensa a telegrafia”;
  • “O CW está obsoleto” (a meu ver, a mais grave de todas).

Mesmo em se tratando de debate, as assertivas acima não se sustentam. Acabam não fazendo sentido. O Radioamadorismo, em essência, requer disciplina. A boa prática (Ética Operacional) surge exatamente dessa disciplina – representada pelo esforço dispendido pelo Radioamador para alcançar a respectiva Classe almejada: Basta questionarmos “como ficaria” o contexto do Radioamadorismo se fossem abolidas as exigências nos Exames de Classe – erradamente tidas por alguns como “barreiras” – quando se trata de ingresso do novel Radioamador. 

Ou seja, do Radioamador é exigido respeito à glória alcançada pelo Radioamadorismo ao longo dos anos. Assim, sua autodisciplina encontra campo na Ética Operacional, e seu esforço flui com o aprendizado constante inclusive das noções de Radioeletricidade (há quem afirme que certos candidatos chegam a “decorar” as respostas nos exames, sem mesmo ter ideia do que estão respondendo!).

Mas quando se trata de Telegrafia, muitos imediatamente afirmam que “é um obstáculo” ou que “é totalmente dispensável”, alegando os mais variados motivos (no fundo, de tônica imediatista ou egoísta). Aos Radioamadores versados na experiência técnica, em DX e QRP, é – no mínimo – doloroso ouvir tais afirmações. 

A propalada “extinção da prova de telegrafia nos Exames de Promoção de Classe” – absolutamente ao contrário do que se apregoa – não atrairá mais “adeptos” para o Radioamadorismo. De forma alguma “novos Radioamadores” terão condições de se desenvolver tecnicamente, especialmente no tocante à autodisciplina (altamente exigida durante o processo de aprendizagem de código Morse).

Aqui, reservo-me afirmar: O autotreinamento em CW é mais que uma simples preparação, é um condicionamento que o candidato invoca para si, ou seja, sem perceber, de forma auto-didata vai compondo sua “formação” técnica e aprimorando seu espírito de experimentalismo – o que acaba se traduzindo, futuramente, numa garantia da disciplina (que exsurge daquela preparação) e que deve imperar nas faixas destinadas ao Serviço de Radioamador.

Sem perceber, durante seu treinamento, o Radioamador se sublima, pois redescobre seu potencial e, através do domínio do Código Morse, de sua simplicidade e incontáveis vantagens e recursos, reorienta suas sistemáticas e acaba enveredando pela busca de informações e atualizações, o que, no fim das contas, contribui para seu aprimoramento pessoal.

Exatamente pela possibilidade de ser aprendido de forma auto-didata, o Código Morse lastreia a disciplina do Radioamador. Como exigir disciplina de quem não dispendeu qualquer esforço para tornar-se habilitado? Quem não “queimou as pestanas” para aprender a se conduzir (pelo resto da vida, ao pressionar a tecla PTT do microfone) jamais respeitará os parâmetros disciplinares que o Radioamadorismo exige.


Assim, a exigência das provas de telegrafia – bem ao oposto dos que defendem
sua “queda” – permanece inatacável. Mesmo a cada nova “campanha por sua abolição” as provas de telegrafia parecem robustecer-se: O candidato, devidamente preparado, comparece aos exames não encarando-os como “prova” onde terá que “demonstrar quantidade de conhecimentos”. Seu bom-senso, afiado pelas muitas horas de aprendizado (maioria das vezes em preparação autodidata) faz com que encare o exame como verificação, e não como avaliação. E é neste diapasão
que a exigência das provas de telegrafia se fortalece – e prevalecerá.

Todo Radioamador deveria comprometer-se a dominar CW, mesmo que elementarmente e sem pretensão de desenvolver velocidade (inclusive porque a velocidade de transmissão em nada interfere na de recepção) e ainda que nunca venha a operar neste modo de emissão… a necessidade (ou obrigatoriedade?) é no sentido de reconhecer a identificação de repetidoras ou para diferençar emissões-piloto, operar ou escutar satélites, identificar radiofaróis (cujas emissões se dão em Código Morse), etc.

Conhecendo o Código Morse e sabendo utilizar o método de transmissão por interrupção da portadora, o Radioamador estará apto, por exemplo, numa emergência, ou por defeito no PTT do microfone, seja por operação em baixa potência ou ainda por limitação de condições, podendo irradiar mensagens em CW, não ficando restrito à “capacidade” (recursos) dos transceptores – cuja probabilidade de falha sempre existe: Quem defende a abolição do CW não tem a menor ideia do significado destas linhas.

Mas, o melhor disso tudo, é que está havendo exposição de idéias, de pontos de vista, de sugestões coerentes e cabíveis. Todos tiveram o seu “momento ponto de vista”, e demonstrar o quão é democrático, a radiocomunicação.

“O Radioamador deve ser progressista”
Crezivando Junior –  PP7CJ

Ou seja, se alguns amigos não tinham o que discutir ou comentar no rádio, o cardápio estava repleto.

E quem não se manifesta, ou prefere não aprofundar-se nas questões, ou…Tem rabo preso em algo.

Dúvidas?

73 a Todos

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