Enviado pelo Amigo João Carlos – PP5RBS     pp5rbs@ig.com.br

Um poderoso flare solar de classe X1.3 foi observado no final da noite de quinta-feira dia 25/04/2014, rompendo uma sequência de calmaria que já durava diversas semanas. O evento ocorreu no limbo oeste da estrela e interrompeu as comunicações em diversas partes da Terra.

A explosão solar ocorreu às 21h30 de quinta-feira e teve origem na grande mancha solar AR 2035, momentos antes de desaparecer da face visível do Sol.

Embora a localização da explosão não favorecesse a ejeção de partículas carregadas em direção à Terra, o intenso pulso de raios-x produziu um longo período de blackout de radiocomunicação nas áreas iluminadas pelo Sol, observado principalmente por estações de rádio localizadas sobre Pacífico. De acordo com Centro de Previsão de Clima espacial dos EUA, SWPC, o blecaute durou cerca de 1 hora.

Flares dessa intensidade, quando dirigidos à Terra, podem causar sérios problemas em equipamentos à bordo de satélites e interferir de forma bastante acentuada em sistemas de comunicação e navegação. Flares extremamente fortes também podem induzir correntes em linhas de transmissão que podem levar a blecautes de energia.

O flare registrado nesta quinta-feira foi o quarto a ser registrado em 2014. O mais intenso ocorreu em 24 de fevereiro, quando uma violenta explosão solar gerou um mega flare classe X4.9.

O maior de todos Em 4 de novembro de 2003 ocorreu a maior tempestade solar já registrada por instrumentos. De acordo com os pesquisadores, essa rajada atingiu a classe X28. Alguns estudos mostram que esse valor pode ter sido ainda maior e o nível de raios-x pode ter alcançado a impressionante classe X40.

Para que o leitor tenha uma ideia da violência do evento, a explosão danificou 28 satélites, uma sonda na órbita de Marte e provocou um apagão na Suécia. Além disso, foi registrada por diversas naves interplanetárias, entre elas a Voyager, naquela época próximo da orbita de Plutão. O satélite SOHO, que registrava o evento, ficou momentaneamente cego pela descomunal quantidade de energia que atingiu seus sensores.

Por sorte, a área mais densa das partículas ejetadas não atingiu a Terra diretamente, passando de raspão pelo nosso planeta.

Fonte oficial: apolo11.com

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